Haitianos em SC têm missa de Natal celebrada em francês e crioulo

Celebração foi no domingo, na Catedral de Joinville, no Norte do estado. Padre que presidiu a missa é haitiano e está em Joinville há três anos.

Em Joinville, no Norte catarinense, um grupo de haitianos decidiu celebrar o Natal no último domingo (18) de acordo com as tradições do seu país. Embora a missa seja rezada em francês e crioulo, idiomas oficiais do Haiti, a fé e a música uniram os dois países em uma só celebração, como mostrou o Jornal do Almoço.

O padre Lucas, como ficou conhecido na cidade, também é haitiano e mora há três anos em Joinville. Coube a ele a missão de fazer os imigrantes se sentirem em casa. Para o padre, foi um momento de agradecimento e integração.

“Devem superar toda indiferença, todo racismo, toda discriminação para que todos possam trabalhar e viver de uma forma digna. Como o Brasil faz isso, um país tão distante, então, devemos agradecer a Deus pelos brasileiros, pelo poder público e pelo poder religioso, todos que acolhem. Mas também começar a fazer um trabalho de mais integração entre os imigrantes para se conhecerem, visualizarem a realidade deles para conseguir fazer um trabalho melhor”, disse o padre Saint-Luc Fénélus.

Atualmente, não há um número oficial de haitianos na cidade. Fala-se em milhares, mas muitos não estão legalizados ainda. Da missa, participaram aproximadamente 300 pessoas.

Afinidades entre os países
Assim como os brasileiros, a maioria dos haitianos é católica. Na cidade catarinense, eles puderam participar, pela primeira vez, de uma missa na catedral nos idiomas deles.

“No Haiti, se chama ‘Noel’, aqui é Natal, mas é a mesma coisa na Igreja Católica. Brasil e Haiti são os dois países, para mim, que mais têm coisas em comum”, disse o economista Basil Saint.

Alguns brasileiros também acompanharam a missa. “Foi um momento muito emocionante, interessante, a gente sente. Para os haitianos um momento muito emocionante por estarem falando a mesma língua”, disse a aposentada Clarice Farias.

A missa foi organizada pela pastoral do imigrante, que presta auxílio a quem chega à cidade. “A gente faz visitas a eles, conversa, orienta pra fazer documentação, para moradia, médico, encaminhamento para emprego. A gente também dá auxílio no caso de necessidades básicas, que o imigrante chega e encontra na cidade”, disse Marta Alves, da Pastoral do Imigrante.

No fim da missa, os imigrantes receberam cestas básicas.

g1

20/12/2016

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