Pinguim resgatado em cobertura no RJ passa por tratamento no RS

Animal só deve ser reintroduzido à natureza entre março e abril de 2017. Segundo médico veterinário, ave apresenta dermatite e perda de plumagem.

O pinguim resgatado por policiais em uma cobertura de um prédio no Rio de Janeiro chegou ao Rio Grande do Sul no final da tarde de quarta-feira (22). O animal foi transportado em um avião comercial até Porto Alegre e depois seguiu de carro até o Centro de Recuperação de Animais Marítimos (CRAM) da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), no Sul do estado.

Conforme o médico veterinário e coordenador do centro, Rodolfo Pinho da Silva Filho, o pinguim deve ficar isolado de outros animais por um período de 10 a 15 dias oara tratamento. A intenção é evitar que ele transmita ou adquira novas doenças.

“Ele estava com uma gama de aves, araras, micos e até ouriços e, por isso, pode ter pego outra doença”, observa o pesquisador.

Após esse período, o animal deve ser colocado com outros três pinguins que já estão no centro. Entretanto, ele só deve deixar o local para ser reintroduzido à vida animal entre março e abril, quando ocorre o ciclo migratório dessas aves.

O médico veterinário salienta que o animal não está “muito sociável”, o que pode facilitar a volta ao ambiente natural.

O pinguim, ainda segundo o veterinário, apresenta dermatite no pé. O tratamento irá conter a inflamação. Além disso, o animal apresenta perda da plumagem na região do pescoço. Para Silva, isso demonstra falta de cuidados no momento em que o animal estava no cativeiro, na cobertura do prédio.

“Nada é comparável com ambiente natural, mesmo com a melhor estrutura oferecida”, destaca.

Ainda segundo o pesquisador, uma análise da plumagem aponta que o animal já está na fase adulta e tem mais de 2 anos de idade. Entretanto, ainda não se sabe se é macho ou fêmea, o que deve ser analisado quando ele foi reintroduzido à natureza.

Entenda o caso
A ave foi resgatada no dia 13 de dezembro, por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, numa cobertura, junto com vários outros animais silvestres, entre eles papagaios, araras, micos, tucano, porco espinho, corujas e garça, todos mantidos em cativeiro.

A transferência do animal do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul foi possível por conta de uma iniciativa do Linha Verde, projeto do Disque Denúncia específico para se denunciar crimes ambientais, em parceria com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, da Estácio, a Polícia Federal e a empresa de tecnologia Blackbean.

g1

22/12/2016

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