Prefeitura de Maceió entrega apenas 6 das 22 creches contratadas pelo PAC

Obras tinham previsão de conclusão para julho do ano passado.
Semed contesta informação do FNDE e diz que 12 unidades estão prontas.

De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), das 22 creches que deveriam ter sido entregues em Maceió, apenas 6 estão prontas. Das creches entregues, nem todas estão funcionando e algumas já sofrem com ações de vândalos.

No conjunto Aprígio Vilela, localizado no complexo Benedito Bentes, parte alta da capital, a dona de casa Elizabete Cristina explica que quer trabalhar, mas não tem onde deixar a filha Júlia, de oito meses.

“A gente quer trabalhar, às vezes precisa ir resolver alguma coisa e se a criança estivesse na creche seria mais fácil”, diz a dona de casa.

A obra da creche do conjunto está parada e faltam portão, portas, janelas e acabamento. A unidade, que tem aspecto de abandono, tinha conclusão prevista pelo Ministério da Educação (MEC) para julho do ano passado.

Abandono
Os moradores da região dizem que não vêem trabalhadores no prédio há muito tempo. A creche aparentemente virou moradia. Foram encontrados vestígios como garrafas de água, desodorante, varal de roupa e cortina improvisada. No corredor, um fogareiro foi encontrado, que já queimou a parede e o teto da unidade.

Segundo o FNDE, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 previa a construção de 22 creches para a capital alagoana. Mais de dois anos se passaram e, até agora, apenas seis delas foram concluídas.

Além das obras incompletas, existem creches finalizadas que estão com as portas fechadas para a comunidade. O jardim de uma unidade no Benedito Bentes virou pasto para animais.

Semed
O coordenador de engenharia da Secretaria de Educação de Maceió (Semed), Jessé Pimentel Lopes, discorda dos dados do MEC e diz que das 22 creches previstas no PAC, 12 já foram inauguradas e estão em funcionamento. Em relação às unidades que ficaram prontas mas continuam de portas fechadas, ele explica que o problema é a falta de pessoal.

“Falta ainda a questão de recursos humanos, o município já liberou agora um edital onde vai estar contratando professores e outros servidores para essas creches”, explica o coordenador.

Sobre as obras paradas, Jessé conta que o atraso está ligado às construtoras. “As empresas que não puderam concluir as obras foram licitadas de uma gestão anterior à atual, elas estão sendo relicitadas para que possam ser concluídas e entregues à sociedade da melhor forma possível”, explica ao acrescentar que “Como se trata de creches de recursos do governo federal, acredito que há uma necessidade de liberação desses recursos e acredito que no mais até fevereiro desse período podemos estar recebendo esses recursos e reiniciar as obras”, conclui.

g1

28/01/2017

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