Revitalização do prédio da antiga Escola Diegues Júnior na Pajuçara encanta população

Professora aposentada Edissalma Teixeira de Almeida Lins estudou no prédio histórico quando este abrigava o antigo Grupo Escolar Diegues Junior

Grupo Escolar-Diegues Jr. em 1924(Foto: Arquivo/IHGAL)

Quem passa pela Rua Epaminondas Gracindo, na Pajuçara, não fica indiferente ao prédio da 1ª Gerência Regional de Educação (Gere): o imóvel centenário chama atenção pela sua beleza arquitetônica e imponência.

1ª Gerência Regional de Educação (Foto Valdir Rocha)

Até o ano de 2005 funcionou ali aquele que é considerado um dos primeiros grupos escolares de Alagoas: o Diegues Junior. Esta semana, a professora aposentada Edissalma Teixeira de Almeida Lins, uma ex-aluna da instituição, visitou o prédio da Gere e ficou encantada com o trabalho de revitalização empreendido em sua antiga escola.

O Grupo Escolar Diegues Junior foi fundado em 1917 e tornou-se uma referência para as famílias da Pajuçara que, à época, era um bairro habitado por pescadores. O documentário ‘Relatos da Sequidão’, produzido pela TV Senado, relata, inclusive, que quando foi diretor da Instrução Pública – o equivalente hoje à Secretaria de Estado da Educação – o escritor Graciliano Ramos determinou que as professoras da escola fossem de casa em casa em busca de alunos.

No caso da professora Edissalma, sua história com o grupo escolar começa no final da década de 40, aos 7 anos de idade, quando ingressou no que hoje seria o 1º ano do ensino fundamental. “Daquela época lembro da minha primeira professora, dona Consuelo, que me ensinou o alfabeto. Lembro ainda que, no intervalo, brincávamos na praia, pois, até então, a Pajuçara não era o bairro urbanizado que é hoje. A área da Pajuçara à Ponta Grossa era interligada pelo bonde”, recorda Edissalma, que hoje tem 74 anos.

Passeio pela memória

Em sua visita ao prédio, Edissalma Teixeira foi recepcionada pelo chefe de Rede, Flávio Mota, que fez questão de mostrar cada setor da Gere. “Aqui temos uma grande demanda, pois, além das 53 escolas estaduais de nossa jurisdição, acompanhamos mais de 370 escolas particulares e privadas, fora os arquivos de colégios extintos da capital”, explica Flávio.

A professora elogiou a iniciativa da reforma. “Este prédio sempre foi uma beleza única, mas, agora, está ainda mais bonito. Tudo é muito limpo e organizado. Percebi também que os servidores que trabalham aqui desempenham sua função com muito amor”, avalia.

Flávio Mota contou que a visita de ex-alunos da Diegues Junior ao prédio da 1ª Gere é sempre uma experiência revigorante. “Cada um traz consigo as suas memórias e são momentos como este que nos ajudam a escrever e resgatar a história da instituição”, afirma.

Ascom

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